quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Quase eu mesma

Nem todos entendem o que escrevo.
Lêem o que lêem.

É quase tudo tão intimista...
Quase todos os gostos e cheiros vividos.
Quase!

Não me confundam com a pena.
Não me confundam com a rima...

6 comentários:

Anônimo disse...

Hure,
Um texto pode ter inúmeras interpretações. É por isso que tantas passagens, sejam de um livro ou não, podem se encaixar em várias ocasiões.
É normal ficarmos frustrados quando, através de um texto, não conseguimos passar aos outros o que sentimos, não por nossa incompetência ou pela ignorância dos outros, mas porque os leitores têm visões diferentes a respeito das mesmas coisas.

Elka Waideman disse...

Acho que não é frustação. É apenas uma afirmação, tavez até para mim mesma.
E foi isso mesmo que quis dizer com "Lêem o que lêem". Cada um traz a si mesmo para a leitura...
beijo-amigo
A Hure

Anônimo disse...

É exatamente isso: lêem o que lêem. A poesia tem que comunicar. Lá o que comunique é outra patota.

E Zuckmerman, bem Zuckerman sempre os haverá em poesia ou em prosa.

Anônimo disse...

o anônimo em questão citando Zuckeman sou eu, Elka, o Juliano Machado. Sei lá que houve
um beijo.

Anônimo disse...

Não o mesmo anônimo anterior. Sabes que não.

Não entender? Como não entender aquela que fala a língua universal dos incompreendidos? Sinais. Mímicas. Trejeitos. Ritos e rictos. Nada importa. Ou tudo importa. O receptor capta com clareza aquilo que para tantos outros seria obscuro. É possível sentir aromas imaginários ou ler e decifrar os sutis movimentos corporais. Basta ter a bússola da alma da poetisa ajustada na mesma rota.

Elka Waideman disse...

claro que é possível decifrar...
mas alguns simplesmente não vêem.

e eu decifrando suas palavras.
lindas palavras.