Eu conheci pessoas que falavam sobre poetas
Argumentavam, contrapunham
Conheci também aquelas que sabiam tudo de poesia
Recitavam para tudo que houvesse vida
Conheci, e não me esqueço, alguns poetas
Fiz eu mesma algumas poesias...
Mas gosto mesmo é de conhecer
E reconhecer noutros
Que outrora já tenha conhecido
A beleza de se mostrar a poesia do laço, corrente ou fita
Desses, falo agora
Marcando e pontuando a diferença
Entre ser poeta
E viver poesia.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Um vão no peito
Brigas são vãos
Vão de amor
Vão de compreensão
De alento.
Vão de palavras
De risadas.
Brigas são valas
Abertas no peito
Angustiam
É buraco que lota
Ausência e falta
Das tuas mãos nas minhas mãos
Na minha boca dos teus dentes
No meu peito das tuas palavras
Ou não palavras
- é muito não.
Brigas são vis
São vãs
Vilãs,
De nós.
Quanto vão só num refrão
Quanto vento...
Vão de amor
Vão de compreensão
De alento.
Vão de palavras
De risadas.
Brigas são valas
Abertas no peito
Angustiam
É buraco que lota
Ausência e falta
Das tuas mãos nas minhas mãos
Na minha boca dos teus dentes
No meu peito das tuas palavras
Ou não palavras
- é muito não.
Brigas são vis
São vãs
Vilãs,
De nós.
Quanto vão só num refrão
Quanto vento...
segunda-feira, 2 de março de 2009
Cheiro Verde
É quase tudo como cortar o cheiro verde
É tudo meio assim...
Deve-se lavar bem
Deixar secar
Cortar devagar
Segurando bem
Assim é quase tudo:
Aos poucos se despedaça
Mas deixa sabor e cheiro
Deixa cor
É tudo meio assim...
Deve-se lavar bem
Deixar secar
Cortar devagar
Segurando bem
Assim é quase tudo:
Aos poucos se despedaça
Mas deixa sabor e cheiro
Deixa cor
domingo, 1 de março de 2009
Domingo de saudade
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Avante e acima!
Quando saímos de casa
Não é o endereço que mudaÉ a direção
É quando nossos pais param de olhar para baixo
E passam a olhar para os lados pra nos ver
Às vezes nos procuram acima...
Nem sempre encontram:
Somos jovens ainda
Mas já tenho lá meu metro e oitenta...
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Uma flor no teu colchão
Pintei na cartolina uma rosa
Uma rosa toda vermelhinha
com cabinho e folha verdes
Fiz sombra nas pétalas
e nervuras na folha
Ao lado da flor
escrevi parte da nossa música
Aquela que conta dos cabelos:
o teu comprido, o meu vermelho
Que diz do desejo:
você em minha cama, eu no teu medo
Fiz o fundo em prata
Coloquei aspas e reticências
Recortei com calma as bordas arredondadas
E foi na parede, com durex
acima do lado que é seu na cama
(nessa que nunca me possuiu)
que o coloquei
Está lá, dizendo de nós
Contando da tua falta
Plantei uma flor
da cor dos meus cabelos
no teu colchão
Uma rosa toda vermelhinha
com cabinho e folha verdes
Fiz sombra nas pétalas
e nervuras na folha
Ao lado da flor
escrevi parte da nossa música
Aquela que conta dos cabelos:
o teu comprido, o meu vermelho
Que diz do desejo:
você em minha cama, eu no teu medo
Fiz o fundo em prata
Coloquei aspas e reticências
Recortei com calma as bordas arredondadas
E foi na parede, com durex
acima do lado que é seu na cama
(nessa que nunca me possuiu)
que o coloquei
Está lá, dizendo de nós
Contando da tua falta
Plantei uma flor
da cor dos meus cabelos
no teu colchão
terça-feira, 2 de setembro de 2008
A mesma Castelo
Do seu dia a dia
Quero saber o que mudou
Das flores
Se o cheiro é diferente
Dos medos
Se eles andam mais presentes
Quero saber o que do seu dia ficou melhor
O que da noite ficou pior
Se dizem que seus olhos brilham
Se indagam onde viu um passarinho
Se suas manias cessaram
Se suas vontades cresceram
Quero mesmo saber o que ficou o mesmo
Porque meu dia anda mais cartoon
Meus passos mais longos
Minhas palavras mais calmas
E menos rudes com os pobres de alma
Minhas mãos andam faceiras
Meus pés dormentes e cansados
Meu sono invadido
Meu corpo bonito
Dos meus desejos
Um só
Da minha casa
Sua ausência
Dessa estrada
A demência
Só quero saber do seu dia a dia
Pra ter certeza que essa loucura não é só minha.
Quero saber o que mudou
Das flores
Se o cheiro é diferente
Dos medos
Se eles andam mais presentes
Quero saber o que do seu dia ficou melhor
O que da noite ficou pior
Se dizem que seus olhos brilham
Se indagam onde viu um passarinho
Se suas manias cessaram
Se suas vontades cresceram
Quero mesmo saber o que ficou o mesmo
Porque meu dia anda mais cartoon
Meus passos mais longos
Minhas palavras mais calmas
E menos rudes com os pobres de alma
Minhas mãos andam faceiras
Meus pés dormentes e cansados
Meu sono invadido
Meu corpo bonito
Dos meus desejos
Um só
Da minha casa
Sua ausência
Dessa estrada
A demência
Só quero saber do seu dia a dia
Pra ter certeza que essa loucura não é só minha.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Nesse samba
Meu samba é ritmado:
segue lento para te encantar
segue o pandeiro para te chamar
entra a cuíca para eu rebolar
bate o tambor pra teu peito reclamar
entra a voz, enfim, para te contar
que se eu danço assim
é só pra te fazer sambar.
segue lento para te encantar
segue o pandeiro para te chamar
entra a cuíca para eu rebolar
bate o tambor pra teu peito reclamar
entra a voz, enfim, para te contar
que se eu danço assim
é só pra te fazer sambar.
domingo, 10 de agosto de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
Querer
Quero dormir observada.
Quero fechar meus olhos tendo a certeza de que os teus seguem o caminho das suas mãos.
Quero mais uma vez a ponta dos dedos leves deslizando pela curva da minha pélvis.
Tua palma comprimindo minha lombar. Que sempre sabes, não sei como, ao doer.
Quero, antes de dormir, tua boca desesperada pelo meu ombro, me fazendo soltar um largo suspiro. E tua velha mania de perguntar “que foi?”. E meu jeito dissimulado de responder “nada”. E não era nada... mas te sinto curioso e gosto de te deixar assim.
Quero estar exausta para dormir. Que a chuva está forte lá fora e a cada trovão se vai um pouco do sono. Traz a solidão.
Quero nossa exaustão. Você descansando em meu peito e teu suor vazando pelas minhas laterais. E o leve arrepio que segue as gotas mornas...
Essa noite sou repleta de quereres. Desejo que me mata a fome.
Quero mais uma vez estar exausta do gozo. E dormir observada.
Não posso mais suspirar sem você me ouvir.
Deita aqui atrás de mim. Ama como sempre amou. E me olha.
Quero fechar meus olhos tendo a certeza de que os teus seguem o caminho das suas mãos.
Quero mais uma vez a ponta dos dedos leves deslizando pela curva da minha pélvis.
Tua palma comprimindo minha lombar. Que sempre sabes, não sei como, ao doer.
Quero, antes de dormir, tua boca desesperada pelo meu ombro, me fazendo soltar um largo suspiro. E tua velha mania de perguntar “que foi?”. E meu jeito dissimulado de responder “nada”. E não era nada... mas te sinto curioso e gosto de te deixar assim.
Quero estar exausta para dormir. Que a chuva está forte lá fora e a cada trovão se vai um pouco do sono. Traz a solidão.
Quero nossa exaustão. Você descansando em meu peito e teu suor vazando pelas minhas laterais. E o leve arrepio que segue as gotas mornas...
Essa noite sou repleta de quereres. Desejo que me mata a fome.
Quero mais uma vez estar exausta do gozo. E dormir observada.
Não posso mais suspirar sem você me ouvir.
Deita aqui atrás de mim. Ama como sempre amou. E me olha.
sábado, 28 de junho de 2008
Dezenove ao forno
E é dia de meus anos
Deixo a janela aberta
Para o calor e o sol
Que o carinho doce de quem amo
Trouxe até aqui
Hoje o dia amanheceu quente
E o sol veio trazer conforto
A casa ainda é só
De outros dias frios
Que não hoje
Ardo de saudade e amor
E até a lágrima é quente
No forno vou botar um bolo
E uma torta com queijo
Pra juntar os pequenos amigos
Que por aqui encontrei
Ainda não é verdadeiro
Nem mesmo há cumplicidade
Mas se o dia florescer,
É por tudo o resto que vivemos
E aos poucos as almas se cruzam
Ainda tem saudade
Mas a lágrima é quente
Deixo a janela aberta
Para o calor e o sol
Que o carinho doce de quem amo
Trouxe até aqui
Hoje o dia amanheceu quente
E o sol veio trazer conforto
A casa ainda é só
De outros dias frios
Que não hoje
Ardo de saudade e amor
E até a lágrima é quente
No forno vou botar um bolo
E uma torta com queijo
Pra juntar os pequenos amigos
Que por aqui encontrei
Ainda não é verdadeiro
Nem mesmo há cumplicidade
Mas se o dia florescer,
É por tudo o resto que vivemos
E aos poucos as almas se cruzam
Ainda tem saudade
Mas a lágrima é quente
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Estar em casa
Estar em casa é voltar a tudo
Voltar ao quarto antigo que guarda tudo
É saber onde fica tudo na cidade
E poder chegar até lá sem me perder mais de três vezes.
É saberem da tua história
E dizer aos amigos da falta
E contar o dia que não viram
Ouvir o dia que não viveu.
Ter inveja de algumas idas
Ter mais inveja dos que vieram
Sem você estar
Dos que abraçaram
Sem você estar
Dos que encontraram novos amores
Sem você cantar.
É também matar a saudade
Das bobagens do dia a dia
Das flores do jardim
Da gata pedindo comida.
É descobrir um tapete novo
Um pinheiro quase morto
Um pinheiro renascendo
A grama crescendo.
É ficar a pensar
Na hora de ir embora
De achar a plataforma
E dizer tchau
Sem querer dizer
Sem querer dizer
Sem querer dizer
Sem querer saber
Que a vida lá também é boa
Que a saudade também é boa
E pra entender
(sem precisar dizer)
Que um dia
Eu vou de vez
Mas não desta vez
Voltar ao quarto antigo que guarda tudo
É saber onde fica tudo na cidade
E poder chegar até lá sem me perder mais de três vezes.
É saberem da tua história
E dizer aos amigos da falta
E contar o dia que não viram
Ouvir o dia que não viveu.
Ter inveja de algumas idas
Ter mais inveja dos que vieram
Sem você estar
Dos que abraçaram
Sem você estar
Dos que encontraram novos amores
Sem você cantar.
É também matar a saudade
Das bobagens do dia a dia
Das flores do jardim
Da gata pedindo comida.
É descobrir um tapete novo
Um pinheiro quase morto
Um pinheiro renascendo
A grama crescendo.
É ficar a pensar
Na hora de ir embora
De achar a plataforma
E dizer tchau
Sem querer dizer
Sem querer dizer
Sem querer dizer
Sem querer saber
Que a vida lá também é boa
Que a saudade também é boa
E pra entender
(sem precisar dizer)
Que um dia
Eu vou de vez
Mas não desta vez
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Uma mulher de artista
Botar o pé em casa escorrendo toda
Escorrendo a chuva pelo corpo
Escorrendo a roupa
Os cabelos murchos
A lágrima que pude chorar
Sem ninguém saber
O coração não escorreu
Congelou em branco antes de chegar em casa
E aos poucos, com a vitrola, o chá, o incenso
Ele volta a amolecer
E a lágrima volta a escorrer
São tanto os motivos pra chorar...
É a morte da menina
É a outra menina
A ansiedade
A maldade
A vontade
E já com o calor nas entranhas
Sem saber que ainda corro perigo
Te ligo pra saber por onde andas
E digo, sem medo nem castigo:
- Já sei de tuas Marianas!
- Já sei dos teus ídolos!
E por ter tido tal coragem
Choro mais um pouquinho
Mas esse choro todo mundo vê
Está aqui, estampado e vivo.
Escorrendo a chuva pelo corpo
Escorrendo a roupa
Os cabelos murchos
A lágrima que pude chorar
Sem ninguém saber
O coração não escorreu
Congelou em branco antes de chegar em casa
E aos poucos, com a vitrola, o chá, o incenso
Ele volta a amolecer
E a lágrima volta a escorrer
São tanto os motivos pra chorar...
É a morte da menina
É a outra menina
A ansiedade
A maldade
A vontade
E já com o calor nas entranhas
Sem saber que ainda corro perigo
Te ligo pra saber por onde andas
E digo, sem medo nem castigo:
- Já sei de tuas Marianas!
- Já sei dos teus ídolos!
E por ter tido tal coragem
Choro mais um pouquinho
Mas esse choro todo mundo vê
Está aqui, estampado e vivo.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Licença
Peço licença pra dizer meu coração, que anda pra lá de apertado... Fica estranho bem no meio do peito e não há coisa bonita que o faça desarrochar. Pra dizer a verdade - e se você quiser saber - são as coisas bonitas que têm me doído mais. E vivo a procurá-las.
Ele acelera e pára. Pára mesmo, nem doutor poderia escutar. De repente aperta tão forte que parece até maldade. E quando assim fica o peito, os olhos ficam salgados e a garganta, até lá no fundo, fica amarrada.
E é hoje mesmo que vou melhorar. Pego minhas mãos na gaveta do criado-mudo e vou caçar um sabiá. Peço pra ele, bonito que é, me ensinar a cantar.
Assim na hora que o coração encravar, começo logo a melodia. Pra ver se ensino melhor o peito que quando a dor aperta, é só cantando que se pode voar.
Ele acelera e pára. Pára mesmo, nem doutor poderia escutar. De repente aperta tão forte que parece até maldade. E quando assim fica o peito, os olhos ficam salgados e a garganta, até lá no fundo, fica amarrada.
E é hoje mesmo que vou melhorar. Pego minhas mãos na gaveta do criado-mudo e vou caçar um sabiá. Peço pra ele, bonito que é, me ensinar a cantar.
Assim na hora que o coração encravar, começo logo a melodia. Pra ver se ensino melhor o peito que quando a dor aperta, é só cantando que se pode voar.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
A volta da musa
Em meu mundo
tu perdeste a coroa
Em teu reino
eu achei as palavras
achei o calor na noite da Nova Cidade
achei o silêncio do teu olhar
tua timidez
e minha falta de jeito.
Conheceste meu passado
sem nem querer
e ganhaste meu futuro num pedido
ganhaste minhas mãos num desejo
e teu império
em minha cama.
A despedida foi um sonho
do qual ainda não acordei
No outro sonho:
nossa fome
nossa sede
teu ar
meu ventre.
tu perdeste a coroa
Em teu reino
eu achei as palavras
achei o calor na noite da Nova Cidade
achei o silêncio do teu olhar
tua timidez
e minha falta de jeito.
Conheceste meu passado
sem nem querer
e ganhaste meu futuro num pedido
ganhaste minhas mãos num desejo
e teu império
em minha cama.
A despedida foi um sonho
do qual ainda não acordei
No outro sonho:
nossa fome
nossa sede
teu ar
meu ventre.
domingo, 23 de março de 2008
Nova Cidade
Cohab - Vila Paulista
Lotado
Eu em pé
o velhinho sentado
(com minha mochila nos braços)
É nesse sobe e desce
encontrões e mãos suadas
que conheço a cidade
Olho as novas pessoas
vejo as novas lojas
- qual essa rua, moço?
(achei o chaveiro)
E a cidade passa
Eu em pé, lotada.
Lotado
Eu em pé
o velhinho sentado
(com minha mochila nos braços)
É nesse sobe e desce
encontrões e mãos suadas
que conheço a cidade
Olho as novas pessoas
vejo as novas lojas
- qual essa rua, moço?
(achei o chaveiro)
E a cidade passa
Eu em pé, lotada.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Incenso
É por estar tão longe
que esse amor não cabe em mim
É por estar tão lindo
que racho ou me incho
a sentir sempre o teu perfume por aqui
É tão ébrio
que a loucura nem se aproxima
E tão sóbrio
que o caminho é linha reta
pelos castelos brancos
com fadas e borboletas
e mágicas entre cadernetas
preenchidas em bar
com cantos em rosa
à caneta
à saliva
a contar sua vida
que devagar
em enxurrada de mirra
envolve
minha vida.
que esse amor não cabe em mim
É por estar tão lindo
que racho ou me incho
a sentir sempre o teu perfume por aqui
É tão ébrio
que a loucura nem se aproxima
E tão sóbrio
que o caminho é linha reta
pelos castelos brancos
com fadas e borboletas
e mágicas entre cadernetas
preenchidas em bar
com cantos em rosa
à caneta
à saliva
a contar sua vida
que devagar
em enxurrada de mirra
envolve
minha vida.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Banho-maria
Hoje peguei minha velha pena
Mas a alma não quis escorrer
vazava toda pelos olhos, salina
Não sobrou uma gota à tinta
Não é preciso dissolver a alma
pra falar de poesia
Mas é preciso tê-la em banho-maria para sentir
Conte-me, querido:
- quanto chorou hoje?
Assim eu saberei o quanto de você ainda me resta
Assim escolherei entre
o amor, a morte, a ilusão
a dor, o corte, o coração.
Mas a alma não quis escorrer
vazava toda pelos olhos, salina
Não sobrou uma gota à tinta
Não é preciso dissolver a alma
pra falar de poesia
Mas é preciso tê-la em banho-maria para sentir
Conte-me, querido:
- quanto chorou hoje?
Assim eu saberei o quanto de você ainda me resta
Assim escolherei entre
o amor, a morte, a ilusão
a dor, o corte, o coração.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Na curva
As pessoas têm medo de falar da morte
Como se a maldita ouvisse e desse de segui-las pelas curvas
Elas têm mais medo da encapuzada tocar naqueles que amam do que em si mesmos
Temi com insônia a morte de um amor
Quem nessa estrada acredita que a morte é escuridão?
Quem nessa saída acredita que a morte é o fim?
Quem nessa casa sabe ou tem idéia de, pelo menos, quem morreu?
Quem morreu, minha mãe?
Quero vomitar a morte.
Como se a maldita ouvisse e desse de segui-las pelas curvas
Elas têm mais medo da encapuzada tocar naqueles que amam do que em si mesmos
Temi com insônia a morte de um amor
Quem nessa estrada acredita que a morte é escuridão?
Quem nessa saída acredita que a morte é o fim?
Quem nessa casa sabe ou tem idéia de, pelo menos, quem morreu?
Quem morreu, minha mãe?
Quero vomitar a morte.
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