segunda-feira, 19 de maio de 2008
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Uma mulher de artista
Botar o pé em casa escorrendo toda
Escorrendo a chuva pelo corpo
Escorrendo a roupa
Os cabelos murchos
A lágrima que pude chorar
Sem ninguém saber
O coração não escorreu
Congelou em branco antes de chegar em casa
E aos poucos, com a vitrola, o chá, o incenso
Ele volta a amolecer
E a lágrima volta a escorrer
São tanto os motivos pra chorar...
É a morte da menina
É a outra menina
A ansiedade
A maldade
A vontade
E já com o calor nas entranhas
Sem saber que ainda corro perigo
Te ligo pra saber por onde andas
E digo, sem medo nem castigo:
- Já sei de tuas Marianas!
- Já sei dos teus ídolos!
E por ter tido tal coragem
Choro mais um pouquinho
Mas esse choro todo mundo vê
Está aqui, estampado e vivo.
Escorrendo a chuva pelo corpo
Escorrendo a roupa
Os cabelos murchos
A lágrima que pude chorar
Sem ninguém saber
O coração não escorreu
Congelou em branco antes de chegar em casa
E aos poucos, com a vitrola, o chá, o incenso
Ele volta a amolecer
E a lágrima volta a escorrer
São tanto os motivos pra chorar...
É a morte da menina
É a outra menina
A ansiedade
A maldade
A vontade
E já com o calor nas entranhas
Sem saber que ainda corro perigo
Te ligo pra saber por onde andas
E digo, sem medo nem castigo:
- Já sei de tuas Marianas!
- Já sei dos teus ídolos!
E por ter tido tal coragem
Choro mais um pouquinho
Mas esse choro todo mundo vê
Está aqui, estampado e vivo.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Licença
Peço licença pra dizer meu coração, que anda pra lá de apertado... Fica estranho bem no meio do peito e não há coisa bonita que o faça desarrochar. Pra dizer a verdade - e se você quiser saber - são as coisas bonitas que têm me doído mais. E vivo a procurá-las.
Ele acelera e pára. Pára mesmo, nem doutor poderia escutar. De repente aperta tão forte que parece até maldade. E quando assim fica o peito, os olhos ficam salgados e a garganta, até lá no fundo, fica amarrada.
E é hoje mesmo que vou melhorar. Pego minhas mãos na gaveta do criado-mudo e vou caçar um sabiá. Peço pra ele, bonito que é, me ensinar a cantar.
Assim na hora que o coração encravar, começo logo a melodia. Pra ver se ensino melhor o peito que quando a dor aperta, é só cantando que se pode voar.
Ele acelera e pára. Pára mesmo, nem doutor poderia escutar. De repente aperta tão forte que parece até maldade. E quando assim fica o peito, os olhos ficam salgados e a garganta, até lá no fundo, fica amarrada.
E é hoje mesmo que vou melhorar. Pego minhas mãos na gaveta do criado-mudo e vou caçar um sabiá. Peço pra ele, bonito que é, me ensinar a cantar.
Assim na hora que o coração encravar, começo logo a melodia. Pra ver se ensino melhor o peito que quando a dor aperta, é só cantando que se pode voar.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
A volta da musa
Em meu mundo
tu perdeste a coroa
Em teu reino
eu achei as palavras
achei o calor na noite da Nova Cidade
achei o silêncio do teu olhar
tua timidez
e minha falta de jeito.
Conheceste meu passado
sem nem querer
e ganhaste meu futuro num pedido
ganhaste minhas mãos num desejo
e teu império
em minha cama.
A despedida foi um sonho
do qual ainda não acordei
No outro sonho:
nossa fome
nossa sede
teu ar
meu ventre.
tu perdeste a coroa
Em teu reino
eu achei as palavras
achei o calor na noite da Nova Cidade
achei o silêncio do teu olhar
tua timidez
e minha falta de jeito.
Conheceste meu passado
sem nem querer
e ganhaste meu futuro num pedido
ganhaste minhas mãos num desejo
e teu império
em minha cama.
A despedida foi um sonho
do qual ainda não acordei
No outro sonho:
nossa fome
nossa sede
teu ar
meu ventre.
domingo, 23 de março de 2008
Nova Cidade
Cohab - Vila Paulista
Lotado
Eu em pé
o velhinho sentado
(com minha mochila nos braços)
É nesse sobe e desce
encontrões e mãos suadas
que conheço a cidade
Olho as novas pessoas
vejo as novas lojas
- qual essa rua, moço?
(achei o chaveiro)
E a cidade passa
Eu em pé, lotada.
Lotado
Eu em pé
o velhinho sentado
(com minha mochila nos braços)
É nesse sobe e desce
encontrões e mãos suadas
que conheço a cidade
Olho as novas pessoas
vejo as novas lojas
- qual essa rua, moço?
(achei o chaveiro)
E a cidade passa
Eu em pé, lotada.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Incenso
É por estar tão longe
que esse amor não cabe em mim
É por estar tão lindo
que racho ou me incho
a sentir sempre o teu perfume por aqui
É tão ébrio
que a loucura nem se aproxima
E tão sóbrio
que o caminho é linha reta
pelos castelos brancos
com fadas e borboletas
e mágicas entre cadernetas
preenchidas em bar
com cantos em rosa
à caneta
à saliva
a contar sua vida
que devagar
em enxurrada de mirra
envolve
minha vida.
que esse amor não cabe em mim
É por estar tão lindo
que racho ou me incho
a sentir sempre o teu perfume por aqui
É tão ébrio
que a loucura nem se aproxima
E tão sóbrio
que o caminho é linha reta
pelos castelos brancos
com fadas e borboletas
e mágicas entre cadernetas
preenchidas em bar
com cantos em rosa
à caneta
à saliva
a contar sua vida
que devagar
em enxurrada de mirra
envolve
minha vida.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Banho-maria
Hoje peguei minha velha pena
Mas a alma não quis escorrer
vazava toda pelos olhos, salina
Não sobrou uma gota à tinta
Não é preciso dissolver a alma
pra falar de poesia
Mas é preciso tê-la em banho-maria para sentir
Conte-me, querido:
- quanto chorou hoje?
Assim eu saberei o quanto de você ainda me resta
Assim escolherei entre
o amor, a morte, a ilusão
a dor, o corte, o coração.
Mas a alma não quis escorrer
vazava toda pelos olhos, salina
Não sobrou uma gota à tinta
Não é preciso dissolver a alma
pra falar de poesia
Mas é preciso tê-la em banho-maria para sentir
Conte-me, querido:
- quanto chorou hoje?
Assim eu saberei o quanto de você ainda me resta
Assim escolherei entre
o amor, a morte, a ilusão
a dor, o corte, o coração.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Na curva
As pessoas têm medo de falar da morte
Como se a maldita ouvisse e desse de segui-las pelas curvas
Elas têm mais medo da encapuzada tocar naqueles que amam do que em si mesmos
Temi com insônia a morte de um amor
Quem nessa estrada acredita que a morte é escuridão?
Quem nessa saída acredita que a morte é o fim?
Quem nessa casa sabe ou tem idéia de, pelo menos, quem morreu?
Quem morreu, minha mãe?
Quero vomitar a morte.
Como se a maldita ouvisse e desse de segui-las pelas curvas
Elas têm mais medo da encapuzada tocar naqueles que amam do que em si mesmos
Temi com insônia a morte de um amor
Quem nessa estrada acredita que a morte é escuridão?
Quem nessa saída acredita que a morte é o fim?
Quem nessa casa sabe ou tem idéia de, pelo menos, quem morreu?
Quem morreu, minha mãe?
Quero vomitar a morte.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Três maciezas
E continuei sentada escrevendo.
Comecei a sentir um cheiro bom
Cheiro das tortas de Monteiro Lobato
Com fruta do pé
Cheiro doce e pequeno
Simples e macio.
E continuei sentada escrevendo.
Foi depois de um momento ou dez
Ao me colocar na pose de pensar
E deixar a cabeça comtudodentro posar nas mãos
Que senti
Bem na maçã do rosto
O macio do cheiro nos dedos
Ele é feito de três coisas:
Dois lábios
Um batom
Uma mãe que saiu pra trabalhar.
Comecei a sentir um cheiro bom
Cheiro das tortas de Monteiro Lobato
Com fruta do pé
Cheiro doce e pequeno
Simples e macio.
E continuei sentada escrevendo.
Foi depois de um momento ou dez
Ao me colocar na pose de pensar
E deixar a cabeça comtudodentro posar nas mãos
Que senti
Bem na maçã do rosto
O macio do cheiro nos dedos
Ele é feito de três coisas:
Dois lábios
Um batom
Uma mãe que saiu pra trabalhar.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Birra de criança
Conheço esse cansaço
É aquele me chega daqui meia hora
É aquele que dá vontade de abandonar:
A caneta
Os braços
As pálpebras.
É aquele que dá em criança
Que esfrega os olhos
Pra mostrar o sono
Fazendo birra
É a criança estúpida de mim
E acho que ela:
Não gosta de química
Quando nela passa horas
Não gosta tanto assim de ler
Quando saem os livros
E entram as fórmulas.
É aquele me chega daqui meia hora
É aquele que dá vontade de abandonar:
A caneta
Os braços
As pálpebras.
É aquele que dá em criança
Que esfrega os olhos
Pra mostrar o sono
Fazendo birra
É a criança estúpida de mim
E acho que ela:
Não gosta de química
Quando nela passa horas
Não gosta tanto assim de ler
Quando saem os livros
E entram as fórmulas.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Alma diluída
Essa chuva que derrete tudo
Derrete o olho no rosto
que desce a tarde a olhar
Derrete o coração dos amantes
que sem piqueniques e bicicletas
não podem se encontrar
Nunca me acostumei com água caindo do céu
E nunca ninguém entendeu essa minha estranheza
- Eu acho que minhas palavras também liquefazem-se
E os sonhos derretidos
(a parar no sofá
e pensar no estar-aqui)
se tornam assim
mais maleáveis
mais possíveis
Tornam-se quase reais
se as gotas caem
como saliva tua
nos meus vãos
ou preenchem
o vazio das minhas mãos
E amanhã
ao sol nascente
ao calor crescente
a água ascendente
tudo vai se evaporar
E apesar desse modo
caber em todos os cantos,
os sonhos só parecerão me escapar
e gasosos ficarão meus encantos
e mais limpo ficará meu olhar.
Derrete o olho no rosto
que desce a tarde a olhar
Derrete o coração dos amantes
que sem piqueniques e bicicletas
não podem se encontrar
Nunca me acostumei com água caindo do céu
E nunca ninguém entendeu essa minha estranheza
- Eu acho que minhas palavras também liquefazem-se
E os sonhos derretidos
(a parar no sofá
e pensar no estar-aqui)
se tornam assim
mais maleáveis
mais possíveis
Tornam-se quase reais
se as gotas caem
como saliva tua
nos meus vãos
ou preenchem
o vazio das minhas mãos
E amanhã
ao sol nascente
ao calor crescente
a água ascendente
tudo vai se evaporar
E apesar desse modo
caber em todos os cantos,
os sonhos só parecerão me escapar
e gasosos ficarão meus encantos
e mais limpo ficará meu olhar.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Dias
Há dias que sou nula
Não amo ninguém
Deixo todos morrerem se dependerem de mim
E há dias que morreria por tantos
Que muito me querem mal
Morreria por poucos se preciso fosse
Morreria por algum deus
Hoje sou ímpar
E amo você
Minha mãe e meus irmãos
Minha gata
O menino que me ajudou a catar as coisas do estojo no pátio
E o sol
Nem deus nenhum nem a vida
Hoje eu não mataria.
Não amo ninguém
Deixo todos morrerem se dependerem de mim
E há dias que morreria por tantos
Que muito me querem mal
Morreria por poucos se preciso fosse
Morreria por algum deus
Hoje sou ímpar
E amo você
Minha mãe e meus irmãos
Minha gata
O menino que me ajudou a catar as coisas do estojo no pátio
E o sol
Nem deus nenhum nem a vida
Hoje eu não mataria.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Lençol amargo
Quando não devias dizê-las, pressa demais: dito.
Quando não devias fazê-las, raiva demais: feito.
Explica-me então, enquanto faço o arroz.
Mas não me resta paciência para ouvir mentiras. As mentiras têm estragado a comida com seu tempero amargo. Já bastam os pernilongos que zunindo vão nos lembrando, antes de nos deixar dormir, o que nos falta fazer para sermos felizes. E é no meio do zum-zum-zum que te lembro de pagar as contas. Que me lembras de depilar as pernas, que tanto te incomodam nesse nosso lençol de cetim, e dizer para o poeta que ele estava errado quanto ao amor.
(e te olho de novo)
Ele estaria certo?
Quando se está certo ainda é arrogância. É sim.
Quando não devias fazê-las, raiva demais: feito.
Explica-me então, enquanto faço o arroz.
Mas não me resta paciência para ouvir mentiras. As mentiras têm estragado a comida com seu tempero amargo. Já bastam os pernilongos que zunindo vão nos lembrando, antes de nos deixar dormir, o que nos falta fazer para sermos felizes. E é no meio do zum-zum-zum que te lembro de pagar as contas. Que me lembras de depilar as pernas, que tanto te incomodam nesse nosso lençol de cetim, e dizer para o poeta que ele estava errado quanto ao amor.
(e te olho de novo)
Ele estaria certo?
Quando se está certo ainda é arrogância. É sim.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Monocromático
A mulher acordou cedo.
Nem sol nem frio.
Chuva quente de mormaço.
Coração molhado.
Estômago vazio.
Nem sol nem frio.
Chuva quente de mormaço.
Coração molhado.
Estômago vazio.
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Velhos noviços
Quando os vi juntos pela primeira vez
não eram jovens
Ainda os vejo e não estão mais jovens
E estão juntos
envelhecem juntos
Andam com o braço dela enfiado
no buraco do braço-barriga dele
Caminham devagar
Ele se irritam
Se adoram
Se divertem
E passam os anos
Passam os medos
Amassam as mãos, as juntas, a cara.
Ainda serão daqueles velhinhos que, juntos e devagar,
vão pela faixa comprar vitaminas na farmácia
Ainda serão o que não foram primeiro
(deles para outros e deles para eles mesmos)
Mas já se sabe
Pelos olhos
Pelos nomes
Por hoje e ontem
Que são felizes.
não eram jovens
Ainda os vejo e não estão mais jovens
E estão juntos
envelhecem juntos
Andam com o braço dela enfiado
no buraco do braço-barriga dele
Caminham devagar
Ele se irritam
Se adoram
Se divertem
E passam os anos
Passam os medos
Amassam as mãos, as juntas, a cara.
Ainda serão daqueles velhinhos que, juntos e devagar,
vão pela faixa comprar vitaminas na farmácia
Ainda serão o que não foram primeiro
(deles para outros e deles para eles mesmos)
Mas já se sabe
Pelos olhos
Pelos nomes
Por hoje e ontem
Que são felizes.
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Nosso laço
O que você disse da minha poesia, fez dela meu caminho até você. Escreveria a sangue se acabasse a tinta.
Se o caminho fosse de pedra, nos versos teria a força.
E se o caminho fosse longo, eu gritaria as palavras.
Mas se se perdesse no caminho, se me perdesse na memória, eu perderia a palavra no tropel das idéias.
E sempre me faltaria um final.
Se o caminho fosse de pedra, nos versos teria a força.
E se o caminho fosse longo, eu gritaria as palavras.
Mas se se perdesse no caminho, se me perdesse na memória, eu perderia a palavra no tropel das idéias.
E sempre me faltaria um final.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Quase eu mesma
Nem todos entendem o que escrevo.
Lêem o que lêem.
É quase tudo tão intimista...
Quase todos os gostos e cheiros vividos.
Quase!
Não me confundam com a pena.
Não me confundam com a rima...
Lêem o que lêem.
É quase tudo tão intimista...
Quase todos os gostos e cheiros vividos.
Quase!
Não me confundam com a pena.
Não me confundam com a rima...
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Cheiro de poesia
Vamos para a esquerda, Carlos! E traga tua rosa.
Vamos pelo caminho livre de Cecília, despindo as mulheres de Picasso, calçando os sapatos para subir nos campos mais verdes e conhecer, enfim, aquele deus do guardador do rebanho, do pai, do menino.
Amanhã! Vamos amanhã!
Que hoje só tenho vontade e tempo de ser tua, boy!
Serei dama na noite. De luar abrirei o corpo e as páginas. O teu perfume me abrirá os poros e me trará de volta minhas palavras.
Então no dia seguinte, te deixo os ramos e vou!
Vou com teu perfume no corpo e a poesia na alma.
Vamos pelo caminho livre de Cecília, despindo as mulheres de Picasso, calçando os sapatos para subir nos campos mais verdes e conhecer, enfim, aquele deus do guardador do rebanho, do pai, do menino.
Amanhã! Vamos amanhã!
Que hoje só tenho vontade e tempo de ser tua, boy!
Serei dama na noite. De luar abrirei o corpo e as páginas. O teu perfume me abrirá os poros e me trará de volta minhas palavras.
Então no dia seguinte, te deixo os ramos e vou!
Vou com teu perfume no corpo e a poesia na alma.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Boba e brilhante
Eu estava indo bem sem você
Agora é levantar e gritar
Sentar e chorar
Deitar e lembrar
E escrevendo aos calos
Eu estava indo lento sem você
Agora voltei a correr
Tropeçar
Doer
Topar o dedão
Quebrar a cabeça
E bater a cara nas portas sem abrir
Eu estava indo
Apenas indo sem você
Agora rumo
Agora sou mais feliz
Mais uma vez
Agora é levantar e gritar
Sentar e chorar
Deitar e lembrar
E escrevendo aos calos
Eu estava indo lento sem você
Agora voltei a correr
Tropeçar
Doer
Topar o dedão
Quebrar a cabeça
E bater a cara nas portas sem abrir
Eu estava indo
Apenas indo sem você
Agora rumo
Agora sou mais feliz
Mais uma vez
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Plataforma 24
Frases doces para contar
E perguntas para saber mais
E ainda assim tão pouco...
Saudade farta e fatigada de idas
Uma vez no ponto Madalena (se não falho)
Outra na plataforma 24.
Senti que foi perfeito
Sem exageros!
Mas faltou sentir, mesmo que só ilusão
A eternidade...
Nem no tempo houve espaço pra nós...
E perguntas para saber mais
E ainda assim tão pouco...
Saudade farta e fatigada de idas
Uma vez no ponto Madalena (se não falho)
Outra na plataforma 24.
Senti que foi perfeito
Sem exageros!
Mas faltou sentir, mesmo que só ilusão
A eternidade...
Nem no tempo houve espaço pra nós...
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